2/07/2008

Os mansos

As Bem-aventuranças são poços de ensino! Nelas vê-se retratado o verdadeiro crente! O crente começa como alguém humilde de Espírito, que reconhece a sua incapacidade espiritual! Depois de chegar a esse ponto, o crente apercebe-se do seu pecado e do pecado ao redor e passa a ser alguém que chora! Vê-mos assim, que as Bem-aventuranças têm uma sequência lógica e racional, no entanto todas elas são completamente contrárias à forma de ver do mundo!
No mundo predomina a capacidade própria, a alegria a qualquer preço! No evangelho de Jesus predomina a pobreza, a humildade espiritual e o choro vem antes da alegria!
Esta terceira bem-aventurança fala de algo completamente diferente, mas contrário à direcção do pensamento humano! Mansidão!

O ser humano pensa desde os primórdios na conquista de terras e se possível do mundo! Por causa do desejo de herdar a terra, de conquistarem a terra, de serem senhores do mundo, muito tem sido o sangue derramado!Nero, Hitler, Genghis Khan, Mao Tse Tsung, têm usado a violência para dominar a terra e o ser humano! Hitler matou milhões de Judeus no sonho de criar uma raça perfeita que dominasse sobre o resto! Todos estes nomes, e muitos outros faltam, quiseram ser donos do mundo! Qual foi o caminho que eles seguiram? A violência! A autoridade imposta! No entanto este pensamento não encaixe possível no evangelho de Jesus!
Para Jesus não são os violentos que herdarão a terra! Serão sim os mansos! Não importa o quão absurdo isto possa parecer, mas de facto será assim!
Os mansos têm um privilégio, "herdarão a terra"! Os mansos têm uma grande alegria, "herdarão a terra"! Os mansos têm uma razão de grande júbilo, "herdarão a terra"! Os mansos! Os mansos como Jesus foi manso!
Antes de prosseguirmos devemos fazer uma diferença entre pacificador, estes surgirão no Versículo 9, e alguém manso! O pacificador é aquele que no meio de guerra promove a paz; é aquele que no meio de uma discussão procura a calma!
O manso é aqueles que antes que o conflito aqueça mantêm a paz; é aquele que não deseja que a força e a violência aconteçam!
O manso tem no seu coração o texto do Antigo Testamento, "Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Näo por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos" (Zc 4:6); O manso é aquele que sabe que a vingança não é sua mas do Senhor, "Minha é a vingança e a recompensa, ao tempo que resvalar o seu pé; porque o dia da sua ruína está próximo, e as coisas que lhes häo de suceder, se apressam a chegar" (Dt. 32:35). O manso, como a palavra indica é alguém "dócil, meigo, afável, calmo etc"! O manso tem em si mesmo a revelação do fruto do espírito, "Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança" (GL 5:22)! Ser manso não nos retira aptidão ou valor! Jesus por duas vezes, pelo menos, afirmou a sua mansidão e Ele é Rei dos reis e Senhor dos senhores! Uma foi quando disse, "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas" (Mateus 11:29) e outra ao entrar em Jerusalém, "Eis que o teu Rei aí te vem, Manso, e assentado sobre uma jumenta, E sobre um jumentinho, filho de animal de carga" (Mateus 21:5).
O contraste humano é evidente! Um rei não é conhecido por seu manso, mas por ser conquistador! Conhecemos O Dom Afonso Henriques não por seu manso mas por conquistar território e iniciar o nosso pais! Mas Jesus é um rei diferente, é um rei manso!Estas pessoas meigas, doces, mas que antes foram humildes de espírito e que choraram o seu pecado, têm uma recompensa, a herança da terra! Paulo revelou isso de outra forma, "E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo" (Romanos 8:17)! Nós somos herdeiros, não por nós mas por causa de Cristo! Inclusive de nada vale ser manso se primeiro não se for filho (logo é necessário a humildade de espírito e o nosso choro)! Paulo também disse, "Ou não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo" (1ª Coríntios 6:2)!
Existe uma grande esperança, recompensa, privilégio para o Cristão autêntico, "herdar a terra"! Isto porque somos co-herdeiros com Cristo!


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1/30/2008

Iniciei o Blog De miranda

Amigos, Obrigado pelas visitas que me têm feito e pelos comentários, muitos deles até animadores!
No entanto queria vos pedir que visitassem o meu (nosso) blog sobre o nosso trabalho aqui em Miranda do Douro!
Este Blog, logicamente continuará com o mesmo tipo de conteúdo e manter-se-á de pé e, espero eu, actualizado!

www.admirandadouro.blogspot.com - ou então link na Secção (os meus blog's)

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1/14/2008

Convidados para as bodas

Certo dia Jesus contou uma parábola sobre umas bodas! Não quero reflectir sobre a totalidade do conteúdo da parábola, mas sim com uma expressão que se encontra no texto!

Nessa parábola, o rei faz um convite para as bodas do seu filho! Os primeiros convidados não aceitam esse convite e o Rei, completamente destroçado, manda destruir esses convidados e envia os seus servos a convidarem os que se encontrassem "pelas encruzilhadas dos caminhos" (MT 22:9)!

Os seus servos, obedientes, saíram por essas encruzilhadas e convidaram "tanto maus como bons" (MT 22:10)! Esta é a parte do texto que me surpreende!

Não sei se conseguirei explicar o que sinto, mas vejam se isto não acontecesse com vocês! Quantas vezes nós pensamos desta forma! "Aquela pessoa não! Não vale a pena falar com ela! Ela é má! Não têm carácter! Tem um coração péssimo"! Depois olhamos para outra e dizemos, "Bem, esta parece melhor pessoa! Se calhar ela até aceita Jesus! Vou lá falar com ela"!

Sem querer fizemos uma escolha! Fizemos uma diferença entre os seres humanos! O problema penso eu, não é em existir ou fazermos diferença entre os vários seres humanos! O problema está sim, na forma como vamos lidar com essa diferença! Aqueles servos convidaram bons e maus! Apesar de eles fazerem diferença entre "bons e maus", isso não os levou a não os convidarem!

O que se torna impressionante é que entre todos os convidados presentes na grande festa, só um é que foi lançado fora! Porquê? Por ser bom? Não! Por ser mau? Não! Simplesmente porque não estava vestido de forma decente! Ridículo? Não! Ninguém entrava na festa com a roupa que trazia de casa! Todos vestiam roupas oferecidas pelo chefe da festa (isto em famílias ricas)! Essa oferta quando rejeitada era sinal de arrogância para com o Rei e impossibilitava a participação na festa!

O grande Rei dos céus convida a todos para as bodas do seu filho Jesus! Quem vai lá estar? Bons e maus! Quem não vai lá estar? Quem rejeitar a sua oferta! O sacrifício de Jesus!

Amigos, no céu irão estar muitas pessoas más transformadas por Jesus! No inferno irá estar muita gente boa que rejeitou a oferta de Deus, o sacrifício do seu filho!

Com isto só vos quero levar a ponderar na forma como pensamos e escolhemos as pessoas a quem falamos de Jesus!

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11/14/2007

Mundado-nos a nós!

Alguns dias atrás lia a passagem em que Pedro caminha sobre as águas! Lia da forma que habitualmente fui ensinado, olhando para a falta de fé de Pedro e para o auxílio que Jesus lhe presta, quando Pedro lhe pede por socorro!
No entanto reparei em algum que de alguma forma me fez pensar!
Os discípulos estavam assustaram-se quando viram Jesus, pensaram que era um fantasma! Pedro inclui-se nesse lote, de pessoas assustadas! No entanto quando Pedro viu Jesus, ele não pediu "Senhor acalma a tempestade", mas antes "Senhor chama-me para perto de ti"! Sabem o que eu vejo aqui? Vejo alguém que considera estar mais seguro junto de Jesus no meio de uma tempestade marítima, do que permanecer no local seguro, no barco! Para Pedro era melhor arriscar com Jesus, do que permanecer na sua própria segurança, sabendo ele que mais tempo menos tempo o barco naufragaria!
Jesus disse-lhe "vem"! Quando Pedro ouviu esta voz, a voz de Deus, o seu coração mudou! Ele deixou de estar a assustado e encheu-se de coragem ao som daquela voz! Ele experimentou o impossivel porque acreditou num "vem"! Não foram muitas palavras que mudaram o coração assustado de Pedro, foi só uma! Fantástico!
Mas o que me verdadeiramente impressiona é o facto da tempestade continuar a existir enquanto Pedro caminha sobre as águas! Sabem o que vejo nisto? Vejo que Deus está mais interessado em mudar-nos a nós próprios do que às circunstâncias!
Não sei se me fiz perceber, mas espero que Deus vos faça entender o que eu percebi!
Pedro de seguida caiu e clamou por ajuda! Jesus ajudo-o e novamente enquanto a tempestade continua, Pedro é transformado de um homem assustado a alguém que experimenta o sobrenatural de Deus no meio da tempestade! É que Pedro regressou para o barco, com Jesus, caminhando sobre as àguas!

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10/27/2007

No meio de pecadores

Nos dias que correm as pessoas tornam-se cada vez mais preconceituosas! A sociedade descrimina o seu próximo, diz que ele não é suficientemente bom! A sociedade exige que a pessoa mude antes de ser inserida na mesma; a sociedade exige que um drogado o deixe de ser antes de ser inserido na mesma! A prostituta, que depende do seu "trabalho" para sobreviver, tem de deixar a sua "vida" antes de poder mudar! O viciado em jogo não deve constituir família antes de se livrar do vício! O alcoólico tem de deixar o álcool antes de ser inserido no mundo quotidiano! As pessoas têm de mudar para que possam viver! Quem não obedece a estes padrões fica excluído da sociedade e passa a ser alguém, para os que o rodeiam, com um conceito definido, ainda que aqueles que o rodeiam não o conheçam! Chama-se a isso preconceito!
Nos tempos de Jesus existia um sem número de preconceitos! Alguns desses preconceitos colocavam pessoas de parte da sociedade! Existiam preconceitos sobre os Galileus, porque eram pouco instruídos nas escrituras; sobre os leprosos, porque eram amaldiçoados por Deus; sobre todos os doentes; sobre os médicos; sobre os possessos; sobre as mulheres; sobre todos os que não fossem judeus; sobre os publicanos porque cobravam acima das taxas que os romanos impunham; sobre os nazarenos e poderíamos continuar a colocar preconceitos e faríamos uma lista sem fim. Quem tivesse o azar de se incluir num deste grupos, independentemente do seu valor como pessoa, automaticamente era excluído, não prestava.
Mateus era um publicano, alguém considerado um traidor para os Israelitas. Roma governava Israel; Israel não aceitava o governo de nenhuma nação, pois Deus era o seu rei; eles ansiavam pelo filho de David!
Os romanos cobravam a cada israelita uma taxa. Essa taxa era paga aos publicanos; judeus que tinham passado para o lado dos romanos, trabalhando para eles, o que, logicamente, aos olhos dos outros eram horrível, eram traição!
Para além de trabalharem para os romanos, os publicanos cobravam acima da taxa imposta, ganhando assim muito dinheiro daqueles que eram seus irmãos! Foi por essa razão que João disse aos publicanos, "Não cobreis mais do que o estipulado" (Lucas 3:13).
Seria possível que alguns publicanos não o fizessem, mas ainda que assim fosse eram descriminados pela profissão que exerciam! É interessante notar que João não disse "deixem a vossa profissão", mas somente os avisou para não cobrarem acima do que estava imposto.
No entanto Jesus, Deus em forma de homem, no dia em que viu Mateus no seu local de trabalho, no local que o colocava como traidor, chamou-o! Deus não fez descriminação; Deus não teve preconceito quando se cruzou com aquele homem!
Será que alguém já pensou o quanto ele sofria interiormente; será que alguém já pensou que ele tinha uma família para sustentar e que tinha de ganhar dinheiro; será que alguém pensou que ele poderia não ter tido alternativa. Jesus foi fantástico! Não olhou para o que Mateus era! Olhou sim, para o que Ele ia fazer de Mateus!
Lembram-se de Zaqueu? O "maioral dos publicanos e rico" (Luxas 19:2)! Se ser publicano era ser pecador! Ser o maioral dos publicanos era ser o maioral dos pecadores, dos traidores!
Mas esse homem PROCURAVA ver Jesus! Aquele homem que fazia o que não devia, PROCURAVA ver Jesus!
Quando Jesus entrou na casa de Zaqueu as pessoas disseram o que pensavam de Zaqueu! Eles disseram que Jesus "se hospedara com homem pecador." (Lucas 19:7) Era assim que olhavam para ele!
No entanto, Jesus, Deus em forma de homem, entrou na casa de Zaqueu. O choque aconteceu! Alguém foi contra o que a sociedade definia como incorrecto! Pior, não foi um homem qualquer! Foi Deus, aquele que não pode contemplar o pecado, sentou-se com o pecador!
A sociedade evoluiu! Hoje estar com alguém à mesa não tem grande significado! As relações não se constroem assim. As relações são construídas à distância. Por telefone, por internet, carta, por um sem número de meios que possibilita "uma relação" sem "relacionamento".
Na era de Jesus, comer à mesa com alguém significava aceitá-la totalmente como ela estava; significava amá-la como ela era; desejá-la como ela estava! Daí o choque! A sociedade contemporânea criticou Deus, porque este entrara numa casa e sentara-se à mesa com os pecadores. Foi isso que aconteceu quando "estando ele em casa, à mesa, muitos publicanos e pecadores vieram e tomaram lugares com Jesus e seus discípulos" (Mateus 9:10), a sociedade religiosa, os que ditavam o que era certo e errado criticaram Jesus, criticaram a forma de Deus actuar! Ora, vendo isto, os fariseus perguntavam aos discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores"? Porquê? Porque Jesus, Deus, estava a aceitar aquelas pessoas da forma como estavam! Porque Jesus, Deus, queria a companhia daquelas pessoas que percebiam quão frágeis eram, quão descriminadas eram! Pessoas que sabiam que por elas próprias nada poderiam fazer para mudar as suas vidas! A única possibilidade era confiarem em alguém que os pudesse ajudar! Em Jesus, os pecadores viram a ajuda; em Jesus, os pecadores viram a aceitação; em Jesus, os pecadores viram que Deus os amava; em Jesus, os pecadores viram que Deus quer estar com eles, relacionar-se com eles! Fantástico aquilo que Jesus veio fazer!
É possível que para muitos de nós isto não seja novidade! É possível que muitos já tenhamos entendido como é que Jesus se comportou com os pecadores! Mas é também possível que muitos não se tenham apercebido de algo! De um pormenor! Daquelas coisas que por vezes lemos mas não reparamos, não valorizamos!
Quem estava à mesa? Jesus! Sim! Correcto! Quem estava à mesa? Os pecadores! Sim! Correcto! Quem mais estava à mesa? Os discípulos! Sim! Correcto! E daí? Qual é o ponto? Uma grande verdade! Não são os discípulos o inicio da Igreja? Se são, então a igreja, no seu inicio aprendeu a aceitar os pecadores! Os discípulos também comiam com eles, relacionavam-se com eles!
Qual é a situação que pretendo levantar? No inicio disse que a sociedade criou um sem número de preconceitos! Prostituas, alcoólicos, homossexuais, divorciados, viciados em jogos, adúlteros, são pessoas a evitar contactar! Não prestam!
Ao olharmos para a forma como Jesus lidou com isso, apercebemo-nos que foram essas pessoas que melhor receberam a graça de Deus! Pessoas que sabiam que eram o que eram, pecadoras; e que nada poderiam fazer para por elas próprias se mudarem! Jesus aceitou-as como estavam, na esperança e no desejo de que no futuro, através do Seu relacionamento com eles, estes mudassem! Mas isso era Jesus! Isso era Deus! Mas o pior é que foi assim que a Igreja aprendeu! Os discípulos comiam à mesa com os pecadores na presença de Jesus!
Hoje a igreja vive dias em que mostra mais o legalismo que a graça de Deus! Queremos que o alcoólico deixe de o ser antes de entrar na igreja! Não percebemos o que Jesus veio fazer. Queremos que a prostituta deixe de o ser antes de entrar na igreja! Queremos que o viciado em drogas, jogo, sexo, deixe o vicio antes de entrar na igreja! Queremos que o homossexual deixe de o ser antes de entrar na igreja! Quando vamos entender que é ao contrário! Eles (todas estas pessoas) que venham como estão e graça de Deus se há-de manifestar neles a ponto de os mudar! Porque "Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes (Mateus 9:12)" e "onde abundou o pecado superabundou a graça" (Romanos 5:20)

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10/11/2007

Leann Rimes - Amazing Grace

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Ele quis estar só!

João Baptista, primo de Jesus, morreu. Jesus tomou conhecimento e quis ir para um lugar isolado a fim de que pudesse de alguma forma estar só. Foi e partiu com os doze amigos para um lugar deserto, não um manto de areia, mas um lugar solitário.

Nesse lugar Jesus pôde estar só e de alguma forma ganhar ânimo, pois havia perdido um familiar e todos nós sabemos o que isso custa! Entretanto, enquanto ele quer estar só, surge uma multidão, pronta a ouvir os seus ensinos e a ser abençoada por ele, mas não nos podemos esquecer, Jesus queria estar só!

Ainda assim, Jesus encheu-se de "coragem" e abençoou os que o rodeavam com ensinos e curas; depois, quando os podia despedir, pois não havia alimento, e ficar novamente só, preferiu abençoá-los novamente fazendo a famosa multiplicação dos pães e só depois os despediu!

De seguida ficou só e os seus discípulos partiram num barco. Enquanto os discípulos iam passando de um lado para o outro da margem do rio, Jesus permanecia só, mas observando-os! Até que, ao ver que uma tempestade sobrevinha sobre os seus amigos, deixou o seu lugar e partiu para ir ajudá-los; mas Jesus queria estar só.

Quantas vezes querermos estar sós no nosso mundo de problemas e ignoramos os problemas dos outros? Jesus fê-lo? Não! Que ricos cristãos que nós somos!

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10/04/2007

Imaginem a dor...


Sei que isto é um desenho, mas tentem só imaginar...

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Retomaremos à imagem

Como seres humanos fomos criados à "imagem (em representação) e semelhança (extremamente parecidos) de Deus"; ou seja, fomos criados com moralidade, espiritualidade, pessoalidade entre outros atributos. Não obstante a veracidade de termos sido criados à imagem de Deus, é plenamente visível que hoje o ser humano tem uma imagem distorcida. O simples facto de sermos em origem rectos, justos, "Deus fez o homem recto", e de Paulo afirmar que "não há um justo (recto)" , revela claramente que o homem não é igual à sua origem.Na verdade, nós deveríamos ser como Cristo, pois ele é a "imagem do Deus invisível". Não o somos actualmente, mas a bíblia declara que podemos ser aperfeiçoados, através da "imagem (Cristo) daquele que o (nosso novo homem) criou (Deus)" e que esse aperfeiçoamento nos levará a ser como a própria imagem que nos transforma, "Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor" até que chegaremos finalmente à medida da sua imagem, "Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos".
Após a nossa ressurreição, não traremos em nós a imagem distorcida que trouxemos de Adão, mas herdaremos a imagem de Cristo, a qual está a ser progressivamente escrita em nós, "E, assim como trouxemos a imagem do terreno, traremos também a imagem do celestial".
Com isto só vos quero animar a permanecer neste processo de aprendizagem em Cristo; neste processo de reformação da imagem em nós, pois um dia iremos ter um previlégio sem igual, isto é, sermos como o próprio Cristo em seu caracter moral.

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9/25/2007

Escolhe! A benção ou o abençoador

Tenho pensado numa expressão proferida por um grande homem, Moisés!

Certa vez, Moisés disse para Deus, "se a tua presença não for connosco, não faças sair daqui". Israel estava perto de entrar na terra prometida; naquele lugar com que sonhavam, pelo qual lutavam, ansiavam!

Mas para variar, Israel pôs os pés pelas mãos e Deus disse a Moisés que não iria com o povo. Ainda assim, Deus estava disposto a enviar um anjo com eles, para que Israel entrasse na terra prometida.

Perante este quadro Moisés tinha duas escolhas. Escolhia a terra e o anjo ou escolhia Deus; escolhia o sonho da sua vida e a concretização deste ou dava preferência a Deus.

Moisés tinha nas suas mãos uma decisão a tomar; ou escolhia a promessa de Deus, a terra prometida, ou então escolhia o próprio Deus abdicando da concretização, pelo menos instantânea, do sonho.

Moisés escolheu Deus no lugar da promessa de Deus; Moisés escolheu Deus em lugar do sonho; Moisés escolheu Deus, e não somente não desejou entrar na terra sem a presença de Deus com o povo, como de seguida pediu que Deus lhe mostrasse a sua glória, revelando que aquilo que Moisés mais ambicionava não eram as promessas ou as bênçãos de Deus, mas sim o próprio Deus!

E nós?


 

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9/24/2007

O meu retorno

Desde o final do mês de Junho que fiquei sem possibilidades sem fazer nenhum artigo. Agora visto já ter Internet (ALELUIA), posso retornar a fazer o que gosto.
Desde já agradeço todas as visitas feitas ao meu blog (Biblos) e espero que retornem periodicamente.

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5/29/2007

Uma figueira sem figos

"Um certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando; E disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente? E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque. E, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar".


 

Sei que a figueira representa a nação de Israel e que toda esta parábola tem uma lição enorme para essa nação; mas o que pretendo transmitir nesta breve exposição é algo mais "devocional", algo mais particular. Imagina:

Se tivéssemos uma figueira o que faríamos por ela? Qual seria o nosso desejo para a figueira? Logicamente que desse fruto. Para que isso pudesse acontecer, investiríamos nela; cuidaríamos dela para crescesse saudável. Não faríamos isto porque somos loucos, mas porque temos esperança de que ela produza figos. Temos esperança na figueira!

No entanto no ano seguinte, na época de colheita, chegamos lá e… e nada! A figueira está vazia! Não há figos! Não ficaríamos tristes? Para quê o cuidado? Valeria a pena tentar outra vez?

Bem! Depois de pensarmos e reflectirmos chegaríamos à conclusão de voltar a dar uma oportunidade à pobre da árvore, afinal ainda temos esperança que venha a dar fruto!

Mas o resultado é o mesmo e ao fim de três anos de investimento, nada! A figueira não produziu nada! Começamos a ficar chateados. A "esperança" na figueira começa a desaparecer e pensamos em retirá-la da nossa vinha, mas um homem que nós contratámos para trabalhar na vinha pede que a deixemos por mais um ano, na condição de que se ela não produzir no ano seguinte, seja cortada.

Antes de continuares a ler, pensa no que leste até aqui. Como te sentirias se fosses o dono desta figueira?

Agora coloca Deus Pai como dono da figueira e coloca-te a ti na figueira! Lembra-te de todo o investimento que Deus tem feito em ti ao longo de todo um ano! Lembra-te da morte de Cristo para te salvar; do Espírito que te deixou para te consolar; da Sua Palavra para te guiar! Não serão estas dádivas, "investimentos" para que tu possas produzir frutos? E os dons e talentos que tens recebido? Não serão "investimentos" de Deus na tua vida com o mesmo objectivo?

E quais são os frutos que tens dado? Existem, por acaso? O que será que Deus pensa de ti como "figueira"?

Mas Deus como é bom, dá-te mais uma oportunidade, ou duas, ou três, etc… com a esperança que tu produzas algo de bom, que dês frutos correspondentes à tua nova natureza (cristã), tal como se espera que a figueira dê figos.

Mas chega a altura, por não teres dado fruto, em que Ele se "cansa" e diz que deves ser cortado mas ainda assim concede-te mais uma oportunidade. Tens mais um tempo para dar fruto, para mostrares o que és verdadeiramente; mas não tens todo o tempo do mundo para o fazer. Por acaso já viste como acaba o texto? "Se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar".

Reflecte no que pode ser esta consequência (cortar) na tua vida, caso continues a não produzir fruto nenhum, por um longo período de tempo. Se és cristão tens de mostrá-lo, tem de se ver, o fruto da tua nova natureza tem que surgir, senão algo está errado!

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5/23/2007

Morreu um amigo

Morreu um amigo! Quem conheceu o Carlos Baptista, sabia que era um homem com a capacidade de se fazer criança; era alguém que amava os que o rodeavam, vibrava com peças de teatro, musica, enfim um homem das artes!

No entanto o seu corpo traiu-o. O seu coração adoeceu; ficou fraco na carne mas no espírito era forte, cheio de amor. Nunca esquecerei que pregou na minha conversão, que me ensinou o que sei sobre teatro, não me esquecerei do 11 que me deu na disciplina de Escola Dominical; enfim nunca me esquecerei dele.

Salvo erro, ele escreveu uma música que dizia:

"Neste dia feliz

neste santo lugar

eu marquei um encontro com Deus"

Ele marcou um encontro com Deus, mas agora Deus marcou um encontro com o Baptista num santo lugar, o céu, num dia feliz, pois "Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos" (salmos 116:15).

Até breve Baptista

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5/01/2007

Judas predestinado a trair Jesus?

Introdução ao trabalho

No trabalho que apresento, pretendo reflectir sobre a suposta "predestinação" de Judas, apresentada no evangelho de Judas. Estaria Judas realmente predestinado a entregar Jesus? O que dizem as escrituras sobre isto? Serão as profecias descrições ou determinações de Deus? As profecias retiram o livre arbítrio do ser humano?

O evangelho de Judas

"O Evangelho de Judas é um evangelho apócrifo, atribuído a autores gnósticos nos meados do século II, composto de 26 páginas de papiro escrito em copta dialectal que revela as relações de Judas com Jesus Cristo sob uma outra perspectiva: Judas não teria traído Jesus, e sim, atendido a um pedido deste ao denunciá-lo aos romanos".

Segundo o evangelho de Judas, este seria um discípulo com uma maior capacidade ou dimensão espiritual que todos os outros. Esta ideia é claramente reflectida através do texto incluindo no evangelho que diz "…o homem perfeito (…) que se erga perante o meu rosto (…) todos disseram: nós somos fortes (…) não puderam ousar erguer-se perante a sua presença salvo Judas Iscariotes"

O evangelho destaca de forma notória, a pessoa de Judas de entre todos os outros discípulos, ao ponto de colocá-lo como alguém capaz de receber uma revelação maior.

Nessa suposta revelação que Jesus lhe entrega, ficou a saber que estaria destinado a entregar o seu mestre às autoridades locais, "Tu (Judas), no entanto, serás mais do que todos eles, pois o corpo que eu levo, tu o sacrificarás".

Assim o evangelho de Judas apresenta o discípulo como um herói, que é utilizado por Deus, sem hipótese de escolha, para que Cristo redima o mundo. Segundo este evangelho a entrega de Jesus por Judas, não é um acto de traição mas sim um acto de obediência.

As profecias, determinações ou descrições?

Estava claramente profetizado nas escrituras do A.T. que Jesus seria entregue, traído por um amigo íntimo,
"Pois não era um inimigo que me afrontava; então eu o teria suportado; nem era o que me odiava que se engrandecia contra mim, porque dele me teria escondido. Mas eras tu, homem meu igual, meu guia e meu íntimo amigo. Consultávamos juntos suavemente, e andávamos em companhia na casa de Deus". Noutro texto o salmista acrescenta pormenores sobre a traição, "Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar".

Estava também profetizado o valor pelo qual Jesus seria entregue, "E pesaram o meu salário, trinta moedas de prata".

Existem profecias bíblicas que revelam acontecimentos futuros e que descrevem os intervenientes; como o caso da profecia Isaías sobre Ciro cerca de cem anos antes deste nascer, "Assim diz o SENHOR ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações diante de sua face, e descingir os lombos dos reis, para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão".

No entanto, em nenhumas das profecias sobre a traição é apresentado um nome. Deus através das profecias sobre a traição estava "descrevendo o que iria acontecer e não pretendendo determinar o que deveria acontecer". Deus não determinou um homem em especial, não determinou a traição, antes descreveu o homem e a traição, e a profecia tornou-se um facto real, através de Judas.

Este não é um caso isolado. Por exemplo, o cativeiro do reino de Israel sob o jugo da Assíria. Deus descreveu o que iria acontecer caso o povo não se arrependesse, Deus descreveu os acontecimentos mas não estava pré-determinado a existência de um cativeiro, pois se assim fosse não existiria forma desse cativeiro não acontecer, e o texto sagrado mostra que caso o povo se arrepende-se o cativeiro não aconteceria.

Quando observamos o diálogo de Jesus com Pedro em que Jesus diz que Pedro o negará, temos de o observar como uma descrição do que Pedro iria fazer e não como uma determinação. Se o fizermos estamos a declarar que o próprio Deus determinou que Pedro falhasse e negasse a sua fé.

Se abordarmos as profecias em questão como determinações e não como descrições, estamos a afirmar que Deus determinou alguém a pecar traindo o seu filho Jesus.

As profecias retiram o livre arbítrio dos intervenientes?

A questão sobre a predestinação de Judas é uma falsa questão no contexto bíblico. Ainda que Deus o tivesse "escolhido" para cumprir tal missão, de forma alguma a escolha de Judas seria colocada de parte.

Podemos observar isso através de outros homens, a quem Deus atribuiu missões antes de estes nascerem.

Olhamos para Sansão de quem Deus disse, "Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre; e ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus", e observamos que Sansão não cumpriu na íntegra o que Deus determinou a seu respeito; apesar de no fim da sua vida, após se arrepender, ter tirado a vida a milhares de filisteus.

Olhamos para João Baptista, a quem Deus elegeu ainda antes da sua concepção, "Porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe. E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus, E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem-disposto", e observamos que apesar de eleito, o cumprimento da sua função não era um dado adquirido, pois diz noutro texto o seguinte, "Este veio para testemunho, para que testificasse da luz". A palavra "testificasse", no grego "marturh,sh", encontra-se no "subjuntivo aoristo activo 3ª pessoal do singular". O facto de se encontrar no subjuntivo revela que não era certo, apesar de provável, que João testemunhasse, ainda que tivesse sido eleito para isso. Porquê? Porque o homem, o ser humano, tem hipótese de escolher.

Tal facto mostra que apesar de Deus eleger homens para propósitos definidos, não os obriga a os cumprirem. Por isso, "caso Judas tivesse sido eleito" para trair Jesus, ele teria tido a possibilidade de não executar esse plano.

Se predestinado, porquê condenado?

O evangelho de Judas apresenta Jesus quase que a permeabilizar Judas pelo que ele iria fazer no futuro.

No final de contas o que o evangelho de Judas pretende é desculpabilizar o traidor, alegando que o seu acto foi um mal necessário para que o bem sobressaia ou saía vencedor. Essa ideia assenta no conceito dualista do gnosticismo "que absolutiza o bem e o mal". "No entanto, se no gnosticismo o mal é tão absoluto quanto o bem, no cristianismo o mal é um parasita do bem, sujeito a Deus – cuja soberania age no sentido de fazer com que os feitos maus dos homens acabem cooperando para Seus desígnios. A distinção é clara: Deus faz o mal cooperar, mas os homens não são por isso inocentados de seus actos maus".

As palavras de Jesus são notórias, "Pois o Filho do homem vai, conforme está escrito a seu respeito; mas ai daquele por quem o Filho do homem é traído! Bom seria para esse homem se não houvera nascido".

Ora se na verdade Judas estava predestinado a ser o traidor, não haveria sentido nenhum nestas palavras de Jesus. Qual o sentido de Deus culpar alguém por vir a fazer o que Ele determinou que ele fizesse? Deus seria no mínimo injusto em condenar alguém por fazer a Sua vontade.

Conclusão


É verdade que alguém tinha de entregar Jesus, pois foi dito nas profecias que assim seria, mas não tinha obrigatoriamente que ser Judas.

Na realidade "Deus usa o livre arbítrio do homem em seus propósitos, sem destruí-lo". A escolha, como sempre acontece, pertence ao homem.

Como diz Champlin, "de alguma forma a vontade divina coincidiu com seu (Judas) livre arbítrio, tendo usado o mesmo para realizar o propósito de Deus". Se Judas fosse forçado a fazer tal decisão ele não seria moralmente responsável e ele próprio assumiu a sua responsabilidade na traição quando disse, "Pequei, traindo sangue inocente".

Não houve nenhum acordo como o evangelho de Judas pretende demonstrar, pois se o acordo era Judas entregar Jesus, então porque é que Judas, após ter entregue Jesus, usou a expressão "traindo"?

Melhor, porque diria Jesus "Judas, com um beijo trais o Filho do Homem?", se Judas estava a fazer aquilo que Ele lhe havia dito para fazer?

Ora qual seria o seu pecado se estava em obediência à vontade divina para a sua vida?

Concordo com quando Champlin diz, "Judas poderia ter vencido, mas recusou-se a lutar contra as suas veias maléficas".

Judas não estava predestinado, ele foi descrito no A.T., mas Deus não o escolheu especificamente para o fim que o evangelho de Judas apresenta.


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4/24/2007

Suicídio progressivo colectivo

Dou por mim a pensar em questões referentes à vida.

Penso na sociedade onde vivemos e na forma como se degrada e pergunto-me, "quando é que esta gente irá entender que não conseguem mudar o rumo da humanidade?"; pergunto-me, "quando é que esta gente irá deixar de acreditar nos políticos e dar uma oportunidade a Deus?".

Penso na família e na forma como hoje é abordada. Diz-se por aí, "casamento? É só um papel! Não vale a pena!"; diz-se por aí, "filhos? Só dores de cabeça?".

Será que algum de vocês tem justificação para o que se passa?

Será que não entendem que estamos a destruir-nos a nós próprios? O homem está a matar-se aos poucos e poucos.

A este estado chamo de suicídio progressivo colectivo.

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