Dou por mim a pensar em questões referentes à vida. Penso na sociedade onde vivemos e na forma como se degrada e pergunto-me, "quando é que esta gente irá entender que não conseguem mudar o rumo da humanidade?"; pergunto-me, "quando é que esta gente irá deixar de acreditar nos políticos e dar uma oportunidade a Deus?". Penso na família e na forma como hoje é abordada. Diz-se por aí, "casamento? É só um papel! Não vale a pena!"; diz-se por aí, "filhos? Só dores de cabeça?". Será que algum de vocês tem justificação para o que se passa? Será que não entendem que estamos a destruir-nos a nós próprios? O homem está a matar-se aos poucos e poucos. A este estado chamo de suicídio progressivo colectivo.
4/24/2007
Suicídio progressivo colectivo
3/21/2007
A paga do seu trabalho
Tenho pensado um pouco sobre o texto em que Paulo diz que procedeu "para com os judeus como Judeu, e para os que estavam sem lei, como se ele próprio estivesse sem lei"; pergunto-me o quão difícil é isto na realidade. Às vezes olhamos para este texto e parece-nos bonito, mas a verdade prática é tão difícil. Paulo por se ter tentado chegar a Judeus e Gentios, para os levar à salvação, foi deixado quase como morto (aliás não lhe bateram mais porque pensavam que ele estava morto), foi perseguido pelos judeus (o perseguidor era perseguido) e os gentios (principalmente em Éfeso) não gostavam muito da sua companhia. Para além do que ele sofreu na pele, ainda nos esquecemos do que ele sofreu para se integrar nas sociedades gentílicas, pois eram completamente diferentes da sociedade judaica e Paulo era Judeu; ainda para mais, Paulo não ganhou todos aqueles a quem falou, "mas fiz-me tudo para com todos (inclusive os que os maltrataram) a fim de ganhar alguns. Mas quando este texto acaba ele acrescenta, "fiz tudo por causa do evangelho", e isto é um pouco estranho. Hoje em dia fala-se em pessoas (o que em parte concordo), mas a razão que levava Paulo a evangelizar, a agir como Judeu para os Judeus, como gentio para os gentios, como fraco para com os fracos, não eram as pessoas, mas o próprio evangelho. Ele disse, "fiz tudo por causa do evangelho" e não "fiz tudo por causa" das pessoas. Na realidade se assim fosse ele tinha desistido, mas como o evangelho de Cristo está acima da possível aceitação do mesmo, Paulo continuou.
3/13/2007
Uma carta a um possível ateu
Cara Carolina; redigi uma primeira carta ao teu primo Jorge, na qual tentei, por A+B, provar que Deus pode ser real, apesar de não ser notório aos nossos sentidos. Após encontro com ele, tomei conhecimento que não acreditas na existência de Deus e que vives a tua vida dessa forma. Ora bem, como disse ao teu primo, não quero de forma alguma parecer arrogante para contigo, mas gostava de te mostrar o perigo daquilo que afirmas. O perigo do pensamento que diz "Deus não existe" é enorme e pode levar à consequência de gigantescas desgraças para a humanidade. Pondera comigo em algumas perspectivas. O ateísmo, defende que todos somos produtos de uma evolução, e que através de uma selecção natural, a raça superior permanece e as raças inferiores são exterminadas. Ideias como essas, levaram homens como Hitler a fazer uma selecção. Hitler sonhou com a raça ariana, uma raça humana superior. Tudo bem, segundo a vossa forma de ver o mundo é legítimo o pensamento de Hitler. Mas a questão é o que ele fez para tentar criar essa raça. Os Judeus, raça inferior para Hitler, tinham de ser exterminados pois era o curso natural da natureza. Seis milhões de Judeus morreram nas mãos de um homem, porque segundo essa forma de ver o mundo e a nossa existência, Deus não existe. Mas pergunto-te, achas correcto o que ele fez? Se sim, para de ler esta carta, porque decerto que não és humana; se não, com que base afirmas a tua opinião. Num mundo onde Deus não existe, não existem valores absolutos. Como vocês dizem, "não existe verdade absoluta". Já paraste para pensar que esse chavão que vocês utilizam está virado contra vocês. Vocês declaram que é absolutamente verdade que não existe verdade absoluta. É no mínimo contraditório. Mas voltando ao que te dizia, se Deus não existe, então ninguém define o que é correcto e incorrecto! Quem é a pessoa emocionalmente, psicologicamente, espiritualmente e intelectualmente perfeita, capaz de avaliar o valor das acções humanas, para que depois possa dizer lícito ou ilícito? Quem pode acusar o Hitler, o Saddam Hussein, o Milosevic, de crimes contra a humanidade? Afinal de contas, foi a ideias deles contra a ideia dos outros, e como não existem absolutos, cada um tem a sua ideia do certo e errado, e assim podem ser justificados os actos deles. Achas aceitável esta forma de viver? Quem vive assim, fá-lo por um descargo de consciência, para não ter nada de seja acusado, pois não existem leis. Voltando ao assunto acima descrito pensemos. Ninguém concorda com os actos de Hitler e de outros semelhantes a ele, mas porquê? Porque será que existe em nós esta valorização da vida? Segundo o ateísmo, a vida é um "acidente", um acaso por onde a evolução passa. Se é um acidente, ou um estágio da evolução da matéria inicial, porquê defende-la? Afinal a evolução está a seguir o seu curso! Mas a verdade é que ninguém pensa assim, todos valorizamos o direito à nossa existência, todos valorizamos a vida. Mas porquê? Quem escreveu em nós esta máxima acerca da vida? O ateísmo não pode responder, porque não tem ninguém superior à "evolução" que defina as regras segundo as quais a "evolução" se desenvolve. O teísmo, ao ter Deus na origem de tudo, responde de forma total a essa pergunta. O teísmo coloca Deus, um ser totalmente perfeito, vivo, pessoal, auto-sustentável e auto-existente, na origem da criação. Dizem as escrituras, nas quais não crês para tua própria condenação, que "no princípio criou Deus os céus e terra" (Gn 1:1). É para mim mais racional crer, que alguém perfeito, um planeador inteligente, criasse todo este universo complexo, cheio de leis e de mistérios, do que imaginar uma célula simples, sem vida, inteligência ou alguma similaridade de pessoalidade, criasse algo tão intrincado. Segundo o teísmo, Deus colocou em nós uma lei moral, coincidente com a sua natureza perfeita e santa. Paulo, escritor sacro ungido pelo Espírito Santo, diz na sua epístola aos romanos, capítulo 2, versos 14 e 15 o seguinte, "actualmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os". Essa lei, a que muitos chamam de consciência, é o que define a licitude dos nossos actos. Queres saber porque não aceitas que ninguém te mate? Porque a lei diz "Não matarás" (Êxodo 20:13). Por isso consideras errada a atitude do Hitler. Qual a razão para o roubo ser errado? Diz a escritura, "Não furtarás" (Êxodo 20:15). Questionas-te do porquê do peso da tua consciência quando adulteras? Porque diz Moisés na Lei de Deus, "Não adulterarás" (Êxodo 20:14) Porque será que não gostas que componham falso algo sobre a tua pessoa? Porque a Bíblia diz "Näo dirás falso testemunho contra o teu próximo" (Êxodo 20:16). Porque não aceitas que olhem para o teu conjugue, para os teus bens, com outros intentos? Porque a Ordem de Deus é "Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo." (Êxodo 20:17) Porque julgas como errado a desobediência dos filhos aos pais? Porque a escritura diz "Honra a teu pai e a tua mãe" (Êxodo 20:12). Porque te julgas merecedora de um dia, no mínimo, de descanso? Porque a escritura diz "Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra" (Êxodo 20:9-10). Pena é que use esse dia de forma errada. Porque será que a humanidade tende a imaginar que existe um ser divino, superior à criação? Porque está escrito na mesma lei "Não terás outros deuses diante de mim" (Êxodo 20:3). Ficou escrito no nosso coração que Deus existe, logo no início. Toda esta Lei, segundo Paulo, está escrita nos nossos corações e isso responde à pergunta que te fiz acerca do valor que damos à nossa vida; da razão de não aceitarmos furtos, homicídios, adultérios etc… Ninguém aceita porque Deus é real e escreveu estas leis em nossos corações. São valores absolutos, aqui ou na china todos defendemos o mesmo. Peço-te que ao leres esta carta, ponhas em consideração a existência de Deus, e que nasça em ti o desejo de aprenderes mais sobre ele. Caso aconteça, aconselho-te a leres as sagradas escrituras de forma que possas ver a realidade da pessoa de Deus.
3/06/2007
Não sei o que diga acerca do estado do meu país! Como sabem, aqui em Portugal, foi aprovada, através de referendo, a liberalização do aborto. Sinceramente já o esperava. Nunca imaginei que neste segundo referendo o não ao aborto conseguisse vencer. Não por uma falta de fé, mas porque o que está escrito na Bíblia tem de se cumprir, e Paulo lembra-nos que nos últimos dias muitos ficariam sem "afeição natural" (amor materno). A minha questão não se coloca com o referendo em si, mas com o que aí vem. Sem dúvida que no futuro, a lei da Eutanásia será estabelecida, a legalização de casamento entre homossexuais ocorrerá, e muitas outras coisas contrárias à Bíblia serão aprovadas. Quando essas leis forem aprovadas, nós Igreja teremos de pregar contra a lei instituída. Ao faze-lo iremos estar a pregar contra a mesma, e não sei até que ponto, estaremos a correr o risco de sermos presos por defender o evangelho de Cristo. O que eu desejo motivar a cada um de vós, é que no futuro, quando isto começar a acontecer, sejais capazes de defender o evangelho mesmo que isso vos custe a vida. Sei bem que este não será o meu post mais bem aceite, mas não sei até que ponto é o mais correcto. Deus vos abençoe.
2/26/2007
Uma possível carta a um agnóstico chamado Jorge
Caro Jorge, tenho há muito a intenção de estar contigo, de forma que possa partilhar contigo aquilo em que acredito e o que me leva a crer nisso mesmo. Bem sei que não partilhas da mesma opinião que eu, pois dizes não existir evidências suficientes para provarem a existência de Deus, e por essa mesma razão vês-te impossibilitado de nele creres. Não quero de forma alguma agredir a tua convicção, somente te quero levar a ponderar sobre o que te apresento nesta carta. Assim, sem mais demora, apresentar-te-ei, em seguida, os meus argumentos com o objectivo de te levar a reflectir novamente neste tema. Sinceramente, entendo-te quando dizes não existir evidências sensoriais que provem a existência de Deus. Ao fim ao cabo não deixa de ser verdade, pois não conseguimos ver Deus como se vê um ser humano; tocar em Deus como tocamos no nosso próximo; ouvir Deus da mesma forma que ouvimos as vozes dos que nos rodeiam nas conversas de café; sentir o seu odor pois Ele não tem um corpo que imita cheiro; ou mesmo saboreá-lo apesar do texto bíblico dizer "provai e vede que Deus é bom", mas entenda-se que este texto é uma ilustração. Mas se esse argumento é válido, então muitas das coisas que todos nós consideramos reais, estão em risco de simplesmente não existirem, não serem reais. Acompanha-me no meu raciocínio. Tenho-te como um homem de família, alguém que ama a sua mulher e filhos. Mas já pensas-te nisto que te vou dizer? Será que alguma vez viste fisicamente o amor que sentes pela tua mulher? Ou tocaste no amor que dizes sentir por ela? Será que alguma vez tiveste uma conversa com esse amor? Sentiste o cheiro do amor que tens por ela? E o sabor? Saboreias-te o amor? É claro que não! O amor não tem corpo; não se pode ver, tocar, cheirar, comer ou ouvir! No entanto, não colocas em questão a existência desse amor. Porquê? Porque experimentas, sentes e vives o amor. O amor faz-te sentir emoções que nunca viveste, fazer loucuras que nunca farias. O amor, apesar de não ter um corpo que prove a sua existência, é tão real que muda a tua vida. Na verdade, nem a tua esposa vê, toca, cheira, saboreia ou ouve o amor que sentes por ela. Na realidade o que ela vê, na vossa relação, são os efeitos, as consequências do teu amor por ela, e por isso, apesar de não ter evidências sensoriais, notórias aos cinco sentidos, ela sabe que o teu amor por ela é real. Ora se me entendes e concordas comigo, acreditas que o amor pela tua esposa é real porque o experimentas. No entanto, o que experimentas é algo sem substância, algo que na verdade, perante os nossos sentidos, não pode ser provado como real. Acreditas no amor porque viste, experimentas-te, os seus efeitos na tua e na vida da tua mulher. Acreditas no amor que não vês, mas não crês que Deus exista porque não o vês, e nesse caso existe alguma incongruência da tua parte. Na verdade talvez não haja, pois o problema é que nunca experimentaste Deus. Mas agora, depois de te expor este exemplo, gostava que pudesses abrir a possibilidade que da mesma forma que o amor é real, sem que no entanto seja notório aos teus sentidos, também Deus possa ser real mesmo que não o vejas. Acrescenta na minha linha de pensamento mais este pormenor. O amor já existia antes de tu amares a tua mulher? Sim, claro que sim! Isso realça que mesmo quando não o sentias ele era real. Colocando isto na questão acerca da existência de Deus podemos observar o seguinte; Deus pode existir apesar não ser notável aos nossos sentidos naturais, tal como o amor existe apesar de não se ver; Deus pode existir mesmo que nunca o venhas a experimentar, tal como o amor já existia antes de amares. O que provou para ti a veracidade do amor? Foi a experiência, foi senti-lo, foi veres os efeitos dele em ti. Da mesma forma, Deus só será "real" para ti se o experimentares pessoalmente. Repara, será que pudemos dizer que nunca vimos um efeito, algo que prove que Deus exista? De que outra forma poderemos entender a nossa existência? Como tudo surgiu? Se Deus não nos criou, então não somos criaturas porque não fomos criados. Será lógico acreditar que uma massa informe, sem inteligência, sem complexidade, sem vida, criasse forma, inteligência, complexidade e vida? Creio que não! Assusta-me pensar que se acredita que somos produto dessa massa. Pensar que não fomos criados, que não existe uma razão real para existirmos, e sim que somos produto de um acontecimento sem causa (se é que isso é possível), de algo sem objectivos, tira-me toda a beleza e a vontade de viver. Para bem da raça humana, é bom que Deus exista, pois só Ele pode dar razão, sentido à nossa existência. Penso que quando olhas e vês a natureza, a criação, podes conhecer algo sobre Deus (não que a natureza seja Deus, mas porque Ele é o criador dela), o seu poder criador. Mas se o problema é conhecer Deus, experimentá-lo, então ouve uma pessoa na história que se afirmou Deus. Se o que Ele disse é verdade, então não realidade, Deus já foi visto e experimentado. Os cinco sentidos das pessoas que com Ele conviveram, experimentaram Deus pessoalmente. Falo, e bem sei que o sabes, de Cristo. Não sei se sabes, mas a própria Bíblia afirma o que tu dizes, "Ninguém jamais viu a Deus". É verdade. Deus nunca foi visto, tal e qual como é, por nenhum humano. Mas o texto que afirma o que tu dizes, conclui dizendo "O Deus unigénito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer", fazendo referência a Jesus. A questão que o texto levanta é que Cristo mostrou Deus sendo Ele próprio Deus. Repara "ninguém viu a Deus… o Deus unigénito… esse o deu a conhecer". Ninguém conheceu Deus, mas Deus deu-se a conhecer na pessoa de Jesus. Assim o convite que a bíblia te faz, se queres conhecer Deus, é olhares para vida de Jesus, pois Ele, o "Deus unigénito", revelou o Deus que "ninguém viu". É-me impossível relatar-te tudo o que Jesus fez, mas o que Ele fez, segundo o texto que te indiquei acima, revela o que Deus é. A melhor forma de veres o que Jesus foi, é lendo os quatro evangelhos que encontram na Bíblia Sagrada, mas quero deixar-te desde já algumas indicações sobre o que Ele "foi". Se Jesus é Deus, se Jesus revela o que Deus é, então Deus é alguém que dá segundas oportunidades a todas as pessoas de mudarem de vida (quando puderes lê João 8). Se Jesus é Deus, então Deus odeia hipocrisia porque Jesus constantemente alertava contra a hipocrisia (são muitas as passagens em que Ele acusa os religiosos de hipócritas). Se Jesus é Deus então Deus deseja que as pessoas o conheçam (Lê João 4 e repara que Jesus diz "se conhecesses" e de seguida dá-se a conhecer). Se Jesus é Deus então Deus trata a todos de forma igual (Será necessário tomares algum conhecimento da cultura da época para reparares nessa verdade). Se Jesus é Deus então Deus morreu por todos para redenção de muitos. Se Jesus é Deus então Deus não está morto como alguém disse na nossa sociedade. Se Jesus é Deus então o céu e o inferno existem. Se Jesus é Deus então nem todos entrarão nos céus. Se Jesus é Deus então nem todos irão para o inferno. Se Jesus é Deus então Deus ama a todos, mas não é amado por todos. Se Jesus é Deus então podes conhecer Deus. É impossível relatar. Muitas são as histórias onde Jesus intervém e cada uma delas mostra uma vertente diferente. Umas mostram amor, outras justiça, ira, compaixão, misericórdia etc… Se a tua mente ficou aberta a pensares que podes conhecer Deus, apesar de não o veres, como conheces o amor que não vês; então peço-te que leias com atenção, sinceridade e abertura de coração os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João e que observes minuciosamente a vida de Cristo. Isto porque se é verdade que Jesus, o Deus unigénito, deu a conhecer Deus, então olhando para Ele podes conhecer aquilo que não conheces, e assim passares a crer naquilo que, segundo o meu ponto de vista, é fundamental crer.
1/31/2007
Terá Jesus ressuscitado?
Sem dúvida que a morte e a ressurreição de Cristo são os marcos que fundamentam o Cristianismo. No livro dos Actos dos Apóstolos deparamo-nos repetidas vezes com a frase como "ressurgiu de entre os mortos", entre outras. Se a morte de Cristo é algo que está registado, inclusive nos documentos dos tribunais romanos; já a ressurreição é algo que levantas sérias dúvidas ás mentes mais cépticas.
Para muitos, Cristo não ressuscitou de entre os mortos. Para outros fê-lo mas com um corpo espiritual e não humano. Se alguma destas teorias estivesse certa, então todo o edifício do cristianismo acaba por ruir.
Assim sendo proponho-me a apresentar argumentos, baseados na bíblia (o livro de maior confiabilidade de todos os que já foram escritos) como livro histórico, que possam refutar tais afirmações.
O dia da sua ressurreição... Relata o texto bíblico que na madrugada de domingo, Maria Madalena chega ao sepulcro e encontra a pedra, que tapava a entrada do tumulo, revolvida (Jo 20:1-1). Esta pedra havia sido colocada com o exacto motivo de precaver que algo estranho acontecesse (Mt. 27:62-66).
É importante salientar que a pedra não foi deixada ao abandono, mas que a guarda romana se colocou em vigia.
A pedra, a guarda romana e o selo colocado na pedra, são o primeiro argumento para que se possa provar que Cristo ressuscitou.
Acção contínua e Maria chama Pedro e João, com receio que houvessem levado o corpo. João chega mais rápido e vê os lençóis de linho, sem entrar no sepulcro. Pedro entra e depara-se com o mesmo cenário, com a adição de encontrar o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus, num lugar à parte; seguidamente João entrou, viu e creu (João 20:8).
O segundo argumento é o que João viu, que o levou a crer que Jesus ressuscitara.
Após este acontecimento... Os discípulos encontravam-se com medo dos Judeus(Jo. 20:19). Algum tempo depois encontramos Pedro, um dos que estava com medo dos Judeus, a acusar literalmente os Judeus, da culpa da morte de Jesus (At 2:23). O que se terá passado na mente de Pedro? Será que Pedro e os outros discípulos, judeus fanáticos, estariam dispostos a morrer por uma mentira?
O que levou um homem impulsivo como Pedro, a recear os Judeus e a manter-se em casa? Só algo que o tenha desiludido profundamente. Mas o que levantaria alguém profundamente desiludido, ao ponto de ser capaz de dar a cara perante os Judeus, Romanos etc.? Só algo que tenha reavivado a sua esperança. Este pode ser um terceiro argumento.
A pedra, a guarda e o selo
A pedra usada para tapar qualquer túmulo naqueles tempos, era chamada de Golel. Era um grande e pesado disco de pedra usada para proteger os túmulos tanto de homens como contra animais. O excesso de peso, cerca de duas toneladas obrigava a serem "necessários alguns homens (cerca de 20) para removê-la". Perante o quadro de suspeição que existia em torno de Jesus será provável "que a pedra fosse maior que o normal" (MC 16:4).
Esta pedra, Golel, provalelmente era seguida de uma outra pedra a que se chamava de "dopheg", de menores dimensões. Na zona onde ambas se encostavam era colocado o selo do império, para que se houvesse um mínimo movimento entre elas, fosse detectado. Esse selo simbolizava o "poder e autoridade de Roma".
Quem quebrasse o selo incorria na ira da lei romana", o que levanta sérias dúvidas se homens, duvidosos e temerosos como os discípulos, seriam capazes de colocar em risco as suas vidas, para ficarem com um corpo morto. Cesar decretou o seguinte, "Decreto de César: É meu prazer que tumbas e sepulturas permaneçam perpetuamente imperturbadas por aqueles que as construíram para o culto aos seus ancestrais, oas filhos ou aos membros de sua casa. Se, porém, qualquer um fizer acusação de que outro as destruiu ou que, de alguma maneira, tenha extraído o sepultado, ou o tenha maliciosamente transferido para outro lugar com o objectivo de fazer-lhe mal, ou que tenha substituido o selo por outro, contra este ordeno que seja constituido um tribunal, tanto com relação aos deuses, como em relação ao culto dos mortais. Pois é muito mais obrigatório honrar os sepultados. Que seja absolutamente proibido a qualquer um perturbá-los. Em caso de violação, desejo que o ofensor seja sentenciado à pena capital ou considerado culpado de violação de sepulcro".
É importante salientar que a pedra foi realmente selada e que os guardas que ficaram a vigiar o túmulo o sabiam (Mt 27:66). Este selo, uma corda esticada ao longo da pedra e selada em cada uma das pontas com ajuda de argila de selagem, era guardado por um centurião, possivelmente Petrônio de acordo com a tradição.
Um guarda deste calibre estava disposto a cumprir o seu dever de guardar o túmulo de modo tão rigoroso e fiel como haviam executado a crucificação. Estes soldados não tinham nenhum outro interesse senão o de cumprir "estritamente o seu papel de soldados do império romano". Algum guarda que abandonasse o posto era morto; presume-se que a escolta era composta por quatro a dezasseis homens. Durante as vigias nocturnas o guarda de maior posição fazia... rondas e ao aproximar-se, os guardas deveriam ficar em posição de sentido e saudá-lo.
Perante esta discrição será que podemos acreditar que foram as mulheres, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé (Mc 16:1), que desviaram uma pedra que só vinte homens o poderiam fazer? Essa era a grande preocupação delas, quando de madrugada se dirigiam para o túmulo (Mc 16:3)!
Quando lá chegaram, ao despontar do sol (Mc 16:2), a pedra já havia sido removida. O que remete o acontecimento cronologicamente para trás, para o mais profundo da madrugada, onde os guardas, especializados em vigílias nocturnas, fiscalizavam o tumulo com atenção redobrada. Estranhamente a defesa que os guardas vão mais tarde usar (haviam adormecido), é evidentemente contra tudo aquilo que eles primavam por fazer no exercício das suas funções (Mt 28:11); mais estranho se torna os anciãos estarem dispostos a defenderem a pele de soldados inúteis, perante o governador (Mt 28:14).
Mas se é difícil de acreditar na desculpa que os anciãos formularam; mais complicada se torna, perante a dificuldade de permanecer descansadamente a dormir ao ar livre, antes, durante e após um grande terramoto (Mt 28:2); pior se torna se pensarmos na seguinte perspectiva, como é que os guardas poderiam declarar que foram os discípulos que furtaram o corpo de Jesus quando estavam a dormir?
Mas a invenção dos anciãos colocou a culpa do suposto roubo nos discípulos (Mt 28:13). Mas se isso fosse verdade, qual seria a necessidade de Pedro e João se dirigirem ao túmulo após solicitação das mulheres? Não haviam eles roubado o corpo? Outra questão se coloca, se César havia decretado pena capital para quem roubassem um corpo, porque não prenderam imediatamente os discípulos e os mataram?
As justificações utilizadas não se coadunam com o relato bíblico; não foram as mulheres que fizeram rolar a pedra, já estava quando lá chegaram. Nem tão pouco os discípulos porque só lá foram após serem chamados pelas mulheres. Na verdade foi um anjo que rolou a pedra (Mt 28:2).
Os lençóis
O que João viu e o levou a crer está definitivamente ligado aos lençois de linho, que envolviam o corpo de Jesus. Esses lençois eram colocados em torno de todo o corpo. Começando pelos pés, o corpo era enrolado com as faixas de linho. Entre as dobras eram colocadas as ervas misturadas com mirra. As faixas seguiam até às axilas. Os braços eram colocados para baixo, e depois era enfaixado o pescoço. Uma peça separada era enrolada ao redor da cabeça.O tipo de material dos lençois aderia de tal forma aos corpos que as mortalhas não poderiam ser removidas com facilidade. O peso de todos os lençois chegavam a atingir entre os 52 e 54 quilos. O que prova a ressurreição de Cristo neste episódio é o facto de os panos de linho não estarem espalhados pelo túmulo, mas onde o corpo havia estado. Jesus havia sido enrolado (Jo 19:38-42). A única forma de alguém levar o corpo seria rasgando as vestes ou levando o corpo juntamente com os lençois, mas o que a narrativa sugere é que os panos não foram tocados e o corpo não estava presente. Foi como a crisálida abandonada, da qual surgiu a borboleta. Deve se acrescentar ainda que para além da ausência do corpo, o lençol que estava sobre a cabeça de Jesus foi deixado num lugar à parte(Jo 20:7). O termo "deixado" ou "enrolado", consoante a tradução, não indica que o lençol foi enrolado e lançado para um canto qualquer, mas que o lençol foi enrolado em espiral. Não se deve cair no erro de usar um único sentido na palavra "deixado". A conjugação do campo semantico da palavra indica que o lençol foi deixado com o formato arredondado da face de Jesus. Mais uma vez a borboleta saiu da crisálida. Ninguém roubou o corpo. Jesus ressuscitou, atravessou as vestes que o aprisionavam e o lençol "deixado", foi na realidade deixado por Ele, para que João e outros vissem e cressem que Ele ressuscitou.
A alteração comportamental dos discípulos
Apesar de todos os discípulos terem alterado o seu comportamento após as manifestações de Jesus, pretendo usar mais a figura de Pedro, devido ao seu temperamento, para evidenciar a mudança de comportamento nos discípulos.Quando olhamos para Pedro deparamo-nos com um homem corajoso. Encontramos um homem disposto a dar a vida por Jesus (MT 26:35), e não podemos seque julgar a sua declaração. Creio que Pedro disse o que disse com toda a sinceridade, coragem e com disposição de o fazer. Não obstante este mesmo homem corajoso, ao ver Jesus a ser preso não é capaz de manter a sua posição diante de uma mulher (LC 22:56), o que é profundamente estranho na cultura judaica. Lógicamente ao não conseguir fazé-lo perante uma mulher, fez o mesmo com dois homens (LC 22:58-60). Três vezes negou a Jesus e o galo cantou. O seu olhar cruzou-se com o de Jesus (LC 22:61) e lembrou-se das palavras que Jesus lhe havia dito. Pedro saíu e chorou. Pedro deixou Jesus na multidão. Ele não foi capaz de cumprir o que havia dito. A desilusão era grande demais. Afinal Jesus não era o messias. Durante a crucificação Pedro não se chega perto da cruz (LC 23:49); não foi capaz de se identificar como seguidor de Jesus na hora em que este morria. Após a crucificação Pedro e os discípulos esconderam-se com medo (Jo 20:19). A desilusão havia os marcado profundamente. Dias depois os discípulos, os mesmos que temiam os judeus, já não se encontravam em casa, mas reunidos num cenáculo (Act 1:11). Mudança de comportamento. Antes de se reunirem é relatada uma viagem dos discípulos do monte Olival até Jerusalém (Act 1:12). Outra mudança comportamental. Os discípulos que se escondiam, agora passeavam do monte das oliveiras até Jerusalém. É dia de Pentecostes e algo de estranho acontece. Pessoas de várias nações ouvem judeus falar nas suas próprias linguas (Acto 2:11). Uns perguntavam "o que é isto" (Act 2:12) e outros diziam "Estão embriagados" (Act 2:13). Algo estranho se passa de seguida. Pedro, o homem que não foi capaz de manter a sua posição enquanto Jesus vivia, levantou-se ergueu a voz e advertiu o povo (Act 2:14), culpando-o da morte de Jesus (Act 2:23), frisando no entanto que Este havia ressuscitado (Act 2:24). Algo teve de acontecer em Pedro para o mudar de tal forma. Se foi a morte de Cristo que tornou um homem corajoso, num homem covarde incapaz de se afirmar, só outro evento de tão grande dimensão poderia fazer um homem covarde ter a ousadia de dizer "vós o crucificas-te... porém, Deus ressuscitou". A grande força motivadora de Pedro está reflectida numa declaração sua e de João, "não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos" (Act 4:20). Eles haviam visto Jesus após a ressureição (JO 20:19-21). Esse encontro mudou o "medo" (Jo 20:19) em alegria (Jo 20:20). Não o viram uma só vez. Mais tarde Ele apareceu a Tomé (Jo 20:26-27), e esta manifestação, juntamente com a descrita em Lc. 24:13-35, mostram que o corpo de Jesus não era espiritual mas fisico, porque Tomé tocou-lhe. Tocar implica matéria, corpo, e um espírito não tem corpo .
Podemos argumentar dizendo que muitos dão a sua vida por mentiras, e na realidade isso é verdade. No entanto está fora de questão no cenário que estamos a analisar, porque quando Pedro prega a ressurreição de Cristo, fá-lo com convicção e partindo do princípio que é um facto reconhecido entre todos, pois não apresenta nenhum tipo de argumentação a favor da ressurreição. Se na verdade o que Pedro havia pregado fosse mentira, ou não aceite entre o povo, haveria contestação da parte dos judeus presentes. Mas da parte destes não houve contestação, mas sim conversão. Também Paulo na presença de Festo, ao ser interrompido por este após se defender, proferiu a seguinte declaração, "Não estou louco, ó excelentissímo Festo! Pelo contrário digo palavras de verdade e de bom senso. Porque tudo isto é do conhecimento do rei..." (Act 26:25-26). Paulo mais uma vez, tal como Pedro, não procurou provar a ressurreição de Jesus, ele declarou-a como verdadeira (Act 26:23) e mais uma vez não surge nenhum tipo de argumentação contra da parte contrária.
Conclusão... A morte e ressurreição de Cristo são a base onde todas as doutrinas do cristianismo se fundamentam, sendo que a sua morte foi provada através de vários escritos contemporaneos.
Quanto à ressurreição, é na realidade sempre necessário uma dose de fé para se acreditar nela, mas existem realmente evidências que nos podem indicar a veracidade da mesma. Na verdade a questão não deve ser se Jesus ressuscitou ou não, mas sim o que aconteceu com a pedra, com o corpo, com os lençois, com Pedro e os discípulos? Para se negar a ressurreição tem de se justificar de forma concreta estes acontecimentos. Enquanto ninguém apresenta justificações, a bíblia fá-lo. É a única fonte com respostas. Tudo o resto são especulações sobre o que a Bíblia diz.Por fim prenuncio-me dizendo que me parece injusto declarar que algo está errado sem provar o que é verdadeiro.
1/10/2007
Um ultimo Grito
Não sei quanto a vocês. Mas quanto a mim estou farto. Farto de cultos, farto de pregações vazias do poder de Deus, farto de falta de milagres na meio onde vivo. Onde estão as pessoas sobre quem impus as mãos e foram curadas, libertas de demónios etc... Vocês não se cansam da treta de cristianismo que vivemos?
Leia Mais…1/02/2007
Natal
O natal! Para nós é uma época festiva, onde nos reunimos em família. compartilhamos uns com os outros momentos de festa e alegria. No entanto nós como Cristãos, esquecemo-nos variadas vezes, que para a familia de Jesus e para ele próprio, não foi um momento assim tão festivo.
Maria viu o seu marido a deixa-la. Uma tragédia familiar ia acontecendo para que Deus viesse ao mundo! Uma mulher, Maria, poderia ser morta porque Deus queria interferir no mundo. Felizmente José aceitou o que ouviu no sonho, livrando Maria da morte e a sua família da destruição.
Mas não se ficou por aqui. Procuram matar o menino Jesus, porque ia tomar o lugar que lhe é por direito como "rei dos Judeus"! Ainda não sabia falar e já tinha de fugir. Deus na pessoa de Jesus fugia das suas criaturas.
Não fosse fugir já algo de difícil, ainda para mais tinha que ir para uma terra idólatra, o Egipto.
Hoje celebramos, os anjos também o fizeram, mas para Jesus e família, apesar de toda a alegria do momento, foi tudo menos fácil o Natal!
12/13/2006
Ele morreu feliz
Este "post" não é um artigo de profunda reflexão, mas somente algo de que me apercebii ao fim de mais de uma dezena de anos como Cristão. A grande "revelação" que todos vocês esperam ouvir depois desta pequena introdução é simplesmente isto, "Jesus morreu Feliz"...
Leia Mais…12/06/2006
Saudades...
Saudade! Palavra normalmente relacionada com o sentimento de nostalgia. Um sentimento que nos leva a olhar para o passado e desejar que fosse presente.
Saudade está relacionada com pessoas, lugares, sentimentos, entre outras coisas, normalmente vistas ou vividas num tempo longínquo. A saudade deseja voltar a ter, a ser, a pertencer a...
Temos saudades do que nos agradou, temos saudades de quem nos amou, temos saudades do que vimos e nos tocou profundamente, mas dei-me por mim com um sentimento estranho nos últimos dias....
Sim tenho saudades; não do que já vivi e vi, mas sim saudades de alguém que nunca vi e de um espaço que nunca conheci. Tenho saudades de Jesus, o meu amigo. Falo com ele mas nunca o vi, mas tenho saudades dele! Tenho saudades do céu, invejo quem já lá está, queria lá estar hoje apesar de amar a minha vida. Tenho realmente saudades desse lugar. É como se pertencesse-se já a esse lugar e me fosse proibida a entrada.
Tenho saudades não do que já vi, mas do que vou ver
11/27/2006
Jesus e a depressão
Os nossos problemas, quando não resolvidos, tendem a levar-nos a depressões. Isso é comum nos dias que correm. Infelizmente, nunca ouve tantos consultórios de psicólogos cheios, como nos dias de hoje. Mas pensem comigo! Se existia alguém que tinha tudo para ter uma depressão, era Jesus.
Enquanto criança sabia que tinha uma missão enorme sobre os ombros, o peso da responsabilidade da obra que o Pai lhe entregou. Como carpinteiro trabalhava diariamente com madeira, sabendo que um dia ele ia ser ferido de morte num madeiro...
Escolheu para seus amigos 12 pessoas, sabendo desde o inicio que um desses o trairia, outro o negaria e que todos os restante ficariam de longe a observá-lo, quando Ele mais precisava de companhia...
Falou para multidões que Ele sabia nada quererem dele, senão os benefícios...
Foi recebido como Rei e sabia que mais tarde ia ser tratado como criminoso...
Isto e muito mais se podia dizer sobre problemas que Ele sabia, de antemão, que passaria. No entanto não existiu depressão em Jesus...
Para quem tiver a passar por alguma depressão lembre-se que Jesus desabafava com o Pai, o seu "psicólogo", (Com todo o respeito por estes profissionais) e que aí encontrava refrigério para a sua alma...
11/21/2006
Um Deus sem alento?
"Entre mim e os filhos de Israel será ele um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, e ao sétimo dia descansou, e ganhou alento" (Exodo 31:17)
Temos um Deus perfeito, criador dos céus e da terra. Este Deus criou tudo do nada. Chamou à existência e tudo surgiu. Em seis dias, possivelmente eras, períodos de tempo alargados, criou os céus e a terra, e ao sétimo dias descansou, conforme é lido em Génesis.
A visão de Deus descansar é algo estranho, pois Deus não "cansa nem se fadiga", mas o texto que coloquei como base para o artigo, acrescenta algo. "Ao sétimo dia descansou (conforme génesis) e achou alento (noutras traduções refrigério, e inclusivamente restaurou-se).
A questão é; porque haveria Deus de tomar alento após criar a humanidade. Não havia ele visto que tudo estava "muito bom"? Não era a criação perfeita? Porque não ganhou alento no sexto dia "quando viu que tudo era muito bom", e com isso se alegra-se?
Mas só a simples questão de "ganhou alento/refrigério" é no minimo complexo, porque o facto de ganhar, implica que não teria ou que algo lhe teria retirado esse mesmo lento. Se isso acontecesse numa época onde reinasse o pecado até entenderia, mas acontece numa altura em que tudo é perfeito...
Então o que terá acontecido para Deus ganhar, ou melhor para ter perdido alento?
11/20/2006
Insegurança, lamentação e medo
Tive que estudar sobre um tema! Um tema que não gosto muito, talvez porque não me identifique com ele. Mas isso não retira a veracidade do tema. Estudei sobre o inferno e aquela expressão que Jesus usa, ao dizer que o inferno são "trevas profundas" onde "haverá pranto e ranger de dentes".
Penso nas trevas e na insegurança daí consequentes... Se eu for no meu carro,numa noite escura, numa daquelas estradas nacionais, onde a única luz existente é a dos faroís do meu carro, e se estes se fundirem por uma qualquer razão, entrarei, automáticamente, em sobressalto e sem a miníma segurança em conduzir. Ficarei sem saber para onde é a próxima, curva, se existe alguma ribançeira, entrarei em completa ansiedade, insegurança. Isto só porque tudo ficou escuro. Nâo quero viver a eternidade desta forma.
O pranto, esta expressão que significa lamentação pronfunda, é para mim horrível.
Não gosto de me lamentar, nem de ter razões para isso. Faz-me confusão ver pessoas, que se lamentam diariamente.
Mas queira eu ou não, o inferno será assim...
Ranger de dentes! Mais uma expressão fortíssima usada por Jesus. Ranger de dentes é uma reacção nervosa do ser humano, que só acontece em casos extremos, como frio e medo. Não me interessa saber qual destas duas razões, serão a causa de haver ranger de dentes no infero, pois nenhuma delas é boa...
Já imaginaram... Existem pessoas que vão existir eternamente, com insegurança, lamentando-se, com medo, frio...
Acho que nós, temos para com essas pessoas, a obrigação de as ajudar...
Vamo-nos mover...
11/17/2006
O que pregar
Certa vez vários Judeus ficaram maravilhados com as palavras de Jesus, quando este, no decorrer da festa dos tabernáculo, pregava diante de todos no átrio do templo. Enquanto pensavam isto Jesus responde à curiosidade deles dizendo: "Eu não falo de mim próprio, mas daquele que me enviou"... Eu considero isto impressionante e a chave para o sucesso da nossa pregação...
Jesus sendo Deus não falava dele próprio, mas aquilo que o Pai lhe dizia para falar, e isso provoca efeito nos que o ouviam...
E a questão é "será que nós humanos, quando falamos,pregamos, fazemo-lo com base no nosso conhecimento prório, adquirido por estudo? Ou através de uma ordem expressa, vinda de Deus, para dizer o que dizemos?"
Se o fizermos, a primeira hipótese, então não podemos dizer como Jesus,"Eu não falo de mim próprio, mas daquele que me enviou", e por isso mesmo não nos admiremos dos fracos resultados da nossa pregação...